A decisão óbvia (que eu ignorei)
Quando decidi criar o DiárioTeq, eu poderia ter usado:
- Notion
- Medium
- Substack
- Qualquer CMS pronto
Seria rápido.
Seria simples.
Seria suficiente.
Mas suficiente não é o mesmo que estratégico.
Eu não queria apenas publicar texto.
Eu queria construir a infraestrutura da minha própria narrativa.
A arquitetura do DiárioTeq
O projeto é simples e de propósito.
- Next.js (App Router)
- Conteúdo em arquivos
.mdxdentro do repositório - Deploy automático
- Sem banco de dados
- Sem login
- Sem painel admin
Ele funciona basicamente assim:
- Eu escrevo um post em MDX.
- O projeto lê os arquivos da pasta
/posts. - Cada arquivo vira uma rota dinâmica.
- Eu faço commit.
- O blog está online.
Simples.
Mas controlado.
Eu ainda criei um script:
npm run create
Esse comando gera automaticamente um template de post em MDX com:
- frontmatter (title, date, tags, summary)
- estrutura base
- padrão visual consistente
Isso elimina fricção.
Eu não penso na estrutura.
Eu só escrevo.
E o mais importante:
Eu criei isso do zero na primeira vez.
E o repositório está público.
Se você quiser ter um blog igual ao meu, é literalmente só clonar:
https://github.com/webdurand/diario-teq
Instalar as dependências.
Rodar.
Publicar.
Liberdade replicável.
Por que MDX?
Eu escolhi MDX porque ele permite usar JSX dentro do markdown.
Isso significa que eu posso:
- Inserir componentes React dentro do post
- Criar callouts personalizados
- Embutir gráficos
- Renderizar código interativo
- Evoluir o blog sem migrar de plataforma
Eu não estou limitado a texto.
Eu estou usando código como ferramenta de expressão.
Em quanto tempo eu criei?
Hoje, criar isso ficou simples por causa da IA.
Eu consigo:
- Estruturar projeto rapidamente
- Ajustar configuração
- Resolver erros
- Refinar arquitetura
- E até otimizar SEO
O que antes exigia horas de documentação, hoje exige clareza de pensamento.
Com isso, eu montei o blog em minutos e ele cumpre totalmente o papel dele.
Acredito que talvez eu fosse gastar mais tempo criando uma conta num notion da vida, do que fazendo desse jeito e não teria o mesmo valor.
E isso muda completamente o jogo: Criar ferramenta está ficando mais fácil do que usar ferramenta.
A decisão estratégica (não é só técnica)
Se meu objetivo é ser reconhecido como referência em engenharia de software, então cada decisão importa.
Usar uma ferramenta pronta comunica consumo.
Construir comunica domínio.
Isso fortalece meu storytelling.
Eu não estou apenas falando sobre engenharia.
Eu estou praticando engenharia na minha própria marca.
Existe um lado humano nisso.
Pessoas não se conectam apenas com resultados.
Elas se conectam com processo.
Com decisões.
Com bastidores.
Com intenção.
Quando alguém vê que eu construí minha própria plataforma — e ainda deixei o código aberto — isso não é sobre ego técnico.
É sobre:
- Autonomia
- Visão
- Capacidade de execução
- Clareza estratégica
E no longo prazo, isso agrega muito mais valor à minha carreira do que simplesmente escrever em uma ferramenta pronta.
O que isso significa para o futuro
Hoje eu ainda dependo do meu conhecimento técnico.
Mas e amanhã?
Quando qualquer pessoa puder gerar uma aplicação inteira apenas descrevendo o que quer?
Talvez o diferencial deixe de ser código.
E passe a ser:
- Entendimento de negócio
- Integração de sistemas
- Capacidade de orquestrar ferramentas
- Visão de mercado
A IA está democratizando a construção.
E ignorar isso é desperdiçar uma vantagem absurda.
Eu não criei apenas um blog.
Eu criei liberdade.
Liberdade de não depender de plataforma.
Liberdade de moldar minha ferramenta ao meu processo.
Liberdade de evoluir sem limites.
Se você sabe o que quer construir,
nunca foi tão possível construir do seu jeito.